A Chegada

Não esperava encontrar um filme de ficção científica sem guerras intergaláticas, sem explosões e muito menos tão focado na humanidade, ainda mais dirigido por Denis Villeneuve super conhecido por seus suspenses, mas “A Chegada” é fascinante de diversas maneiras.

A história começa quando em 12 pontos distintos do planeta surgem naves espaciais instaurando o medo e o pânico em muitas pessoas. O governo de cada país tenta entrar em contato com esses seres para descobrir a resposta da pergunta: “O que vocês querem?”. Nisso o governo americano coloca a especialista em línguas Louise (Amy Adams) e o matemático teórico Ian (Jeremy Renner)  para trabalharem juntos, conseguirem se comunicar com os alienígenas e descobrirem o motivo deles na Terra.

Louise é uma mulher sem treinamento militar e sem preparo psicológico para encarar o problema que vê a frente, talvez seja por isso que nos aproximamos tanto dela. Ao ter que se comunicar com uma espécie de outra planeta ela nos surpreende por quebrar protocolos e muitas vezes agir por impulso mesmo sentindo medo, estando com receio e de vez em quando encantada com as possibilidades na sua frente.

Conforme o filme passa a relação de Louise com os extraterrestres se estreita e a cada momento a história não-linear vai se encaixando por mais improvável que tudo possa parecer. Assim que tudo se ajeita o espectador percebe o quanto a história fala das relações interpessoais, do que é ser humano e de todas as dificuldades que enfrentamos diariamente e eu me surpreendi ao encontrar questões tão profundas em um filme de ficção científica. É um roteiro rico, intrigante e bem estruturado, um filme com fotografia e detalhes visuais incríveis e a atuação da Amy Adams está de tirar o fôlego. Super recomendo!

Esse é mais um filme da #MissãoOscar2017, assim que possível volto com mais um indicado na categoria de melhor filme.

 

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